Mas uma pérola da tradução de títulos no Brasil, mas isso não interfere no filme. Aliás, eu até prefiro o nome em português, apesar de lutar até os confins da terra a favor do original do original. Eu gosto do nome abrasileirado por um detalhes apenas, reforça a idéia de igualdade e aceitação do ser humano, independente das escolhas, etnias e cultura de cada um. Aquela velha história que todos merecem respeito.
Entretanto não acho que o filme aborde a questão dessa forma. Eu esperava o confronto direto entre culturas e religiões culminando no entendimento, e encontro a apresentação sem preconceitos do islamismo. É super interessante essa abordagem, ver com outros olhos aqueles a quem sempre nos apresentam copmo inimigos, o que não descarta a idéia de aceitação e igualdade. Na verdade, não caberia a minha idéia inicial nesta obra, seria necessário todo um novo projeto. Se já exister algo do g6enero me avisem.
E muito além de questões religiosas o filme trata do ser humano "universal"(se é que isso existe). O garoto Momo (apelido de Moisés) está crescendo, virando um homem e não tem uma família estruturada. O que acontece? O "'arabe" do outro lado da rua desperta a atenção dele com alguns conselhos interessantes. Lembrou-me um pouco o Despertar de um Homem (This Boy's Life), com Leonardo Di Caprio e Robert De Niro.
A trilha sonora é muito legal, a caracterização está ótima e nota dez pra aparição de isabele Adjani.
Opa, já ia me esquecendo. Omar Sharif, que faz o "árabe", Monsier Ibrahim, está fantástico. Essa atuação vem sido tida pelos críticos como o "renacimento" do ator!! Vale a pena mesmo!! E sem falar que Pierre Boulanger, o Momo, é uma graça!!
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