terça-feira, janeiro 25, 2005

Monsieur Ibraihm et les Fleurs du Coran (Uma Amizade sem Fronteiras)

Mas uma pérola da tradução de títulos no Brasil, mas isso não interfere no filme. Aliás, eu até prefiro o nome em português, apesar de lutar até os confins da terra a favor do original do original. Eu gosto do nome abrasileirado por um detalhes apenas, reforça a idéia de igualdade e aceitação do ser humano, independente das escolhas, etnias e cultura de cada um. Aquela velha história que todos merecem respeito.

Entretanto não acho que o filme aborde a questão dessa forma. Eu esperava o confronto direto entre culturas e religiões culminando no entendimento, e encontro a apresentação sem preconceitos do islamismo. É super interessante essa abordagem, ver com outros olhos aqueles a quem sempre nos apresentam copmo inimigos, o que não descarta a idéia de aceitação e igualdade. Na verdade, não caberia a minha idéia inicial nesta obra, seria necessário todo um novo projeto. Se já exister algo do g6enero me avisem.

E muito além de questões religiosas o filme trata do ser humano "universal"(se é que isso existe). O garoto Momo (apelido de Moisés) está crescendo, virando um homem e não tem uma família estruturada. O que acontece? O "'arabe" do outro lado da rua desperta a atenção dele com alguns conselhos interessantes. Lembrou-me um pouco o Despertar de um Homem (This Boy's Life), com Leonardo Di Caprio e Robert De Niro.

A trilha sonora é muito legal, a caracterização está ótima e nota dez pra aparição de isabele Adjani.

Opa, já ia me esquecendo. Omar Sharif, que faz o "árabe", Monsier Ibrahim, está fantástico. Essa atuação vem sido tida pelos críticos como o "renacimento" do ator!! Vale a pena mesmo!! E sem falar que Pierre Boulanger, o Momo, é uma graça!!

The Soul Keeper (Jornada da Alma)

Depois de um longo e tenebroso inverno....

Um filme recomendável. Muitos estão se emocionando com ele, mas eu achei que faltou um quê de extraordinário.
Historicamente é muito importante, já que nos mostra um pouco mais de Jung e a evolução de seu método. A trama gira em torno da primeira paciente do psicanalista Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, do envolvimento paciente-psicanalista e sua cura. Uma produção italo-franco-britânica, com atores na maioria desconhecidos para nós, mas de muito bom gosto.
Pra mim o destaque fica para Ema jung, mulher do psicanalista que age de forma discreta e impecável às dificuldades do relacionamento.

Hum.. pelo qeu eu falei já da pra imaginar várias coisas sobre o filme. Espero que não o estrague.
Imperdível para estudantes e curiosos da psicologia.